terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Jerop'Sicó2008

Paciência!!

Roma e Pavia
Não se fizeram num dia!

Só posso dar a beber,
a provar, para o ano!

Jeropiga de Almártega
(Terras de Sicó)
Até lá...
está-se a fazer.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ser Palhaço...Este Natal!

...Ser Palhaço...

É dar um abraço de alegria
A quem não tem
Fazer sorrir a tristeza
Afastar a noite
Nem que seja por um dia
É chorar,quando se não faz rir
Fazer doer o diafragma
Ou xixi nas calcinhas
É fazer ver a uma criança
O mundo real da fantasia
Ser foco das atenções
Centro universal de multidões

Encontrei-o um dia
Lavado em lágrimas à beira-mar.
- Porque choras meu Palhacinho?
- Roubaram-me as estrelas
Que um dia fiz sorrir
Hoje me faz chorar!
- A culpa não é minha
É do meu concorrente...

...O Pai Natal...

domingo, 14 de dezembro de 2008

Amigos de Peniche

Num determinado sábado, um grupo de ex-combatentes no ultramar reuniram-se escolhendo desta vez um restaurante próximo de uma pequena aldeia no sopé do Sicó (mais uma vez a serra do Sicó). Comeram, beberam, divertiram-se e depois, já noite, o regresso a suas casas. Estes a que me vou referir, não percorreram mais do que uma dúzia de quilómetros, quando por razões óbvias o condutor, fora de si, travando bruscamente: "Ou saem vocês ou saio eu". Os que queriam continuar a festa pela noite dentro, olharam um para o outro e pensando a mesma coisa, saíram, e o condutor arrancou em grande velocidade, levando os casacos, documentação e dinheiro.
Sem qualquer orientação neste local estranho, dirigiram-se a uma pastelaria, que estava a fechar, beberam mais qualquer coisa e perguntaram onde poderiam encontrar quem os transportasse a Peniche. Indicaram-lhes uma casa a quilómetro e meio, e estes andando mais que essa distância foram a um café onde beberam mais um brandy cada.
Bateram à minha porta e ao abrir vi dois estranhos acompanhados com os meus vizinhos, e um frequentador do café. Num breve instante contaram todo o sucedido e pediram-me que os levasse à sua terra. Alguém por detrás acenava para que não o fizesse, e houve mesmo quem tivesse ligado à GNR, dando conhecimento da situação, o que responderam que não se justificava a deslocação a este local. Eu acreditei logo à partida que não estava na presença de dois malfeitores, talvez pelas suas idades, tive pena deles e pedi à minha esposa que me acompanhasse na viagem. Conversando pelo caminho, um deles pediu para contactar com a família, o que logo me disponibilizei fazendo a chamada em mãos livres e logo ouvimos a conversa. Pediu que os viessem busca a Leiria (metade do caminho) e assim aconteceu. Lastimavam-se do sucedido e comentavam entre eles. "Fulano para mim cortou! Nunca mais!
E quanto a você, fico muito agradecido por ter confiado em nós! Um dia que passar por Peniche, pergunte pelo pai das gémeas, que toda a gente conhece, e eu ofereço-lhe um cabaz de sardinha!"
"Obrigado amigo, não é preciso um cabaz, um quilo é suficiente e não deixarei de o procurar, quando passar por esses lados."
Este foi um caso excepcional, e tenho a certeza que os penichenses continuarão como sempre a ser amigos de toda a gente.
Está a fazer um ano, por esta altura do Natal, que este caso aconteceu.



(O Presépio cá de casa)


Feliz Natal para todos!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Em tempo de crise...limpam-se as florestas

O suor salpica-me a pele, pico-me numa silva, numa moita que invadiram o pinhal. A roçadora não pára de gritar. Quase desanimo ao ver a extensa área, sufocada pelas giestas e pelo matagal.
Alguém pensou em plantar giestas junto à sua casa, e as aves e o vento cuidaram de fazer a florestação.
Os pais quando chegam à meia-idade doam os seus bens aos filhos, eu e a mana fizemos a escolha e agora tenho muito que fazer.
Conhecer as propriedades, as suas limitações, e manter dentro do possível as matas limpas.
Mas como limpar três hectares de floresta sem ajudas do governo, sabendo eu que o pequeno agricultor também está de rastos?
Faço o que posso e quando posso.
É difícil suportar um dia intenso de trabalho, porque não estou acostumado a estes caldos,
mas… se limpar cem metros quadrados de mata por dia, conseguirei levar a minha avante.
Sinto-me bem quando saio de casa para cheirar a natureza, transpirar, tomar banho e exclamar:
-Descansa que o teu dia está ganho!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A tragédia... o horror...

Vinte e sete de Novembro, pouco tempo depois de ter adormecido, cansado da noite escolar, vários estrondos no exterior acordaram-me. Olhei o relógio digital, eram uma e dez.
- Raios! Lá está mais uma vez o gado no camião do vizinho às patadas … lá em baixo os frequentadores do café, que já beberam um copito a mais… ou será algum caçador furtivo da noite?
Os estrondos subiam de intensidade, e de repente …Oh JoAÃÃÃÃooo!
Dei um pulo da cama, fui à varanda, deparei-me com um grande clarão, fumo e faúlhas que vinham das traseiras, da parte lateral da minha casa. Desci e verifiquei que eram os anexos do meu vizinho que estavam a arder. Local onde guarda a lenha, a palha, tudo o que é necessário para a lavoura e consumo de casa.
Como as paredes naquele local são contíguas, enchi vários recipientes com água, e em pijama naquela noite gélida, através de uma escada de madeira, várias vezes subi ao telhado escorregadio pela humidade que se fazia sentir, e atirava os baldes de água para atrasar o avanço do incêndio.
Com a chegada de três corporações de bombeiros de concelhos diferentes, o incêndio foi extinto após duas horas e meia.
Tudo começou com as cinzas e brasas mal apagadas retiradas da lareira, que foram depositadas num local muito próximo da matéria inflamável, causando assim a destruição da casa de habitação quase na sua totalidade.
Após o rescaldo, tomei um longo duche bem quente e assim pude voltar à cama, deitar-me e levantar-me tarde com aquele inferno no consciente.
O cabo telefónico derreteu e fiquei sem comunicação durante este tempo. Fiz duas participações da avaria, e por duas vezes que os técnicos apareceram, retiravam-se, dizendo que iam comunicar ao chefe, pois aquele tipo de avaria não era para eles.
E agora... como já tinha saudades vossas!!!... Voltei… para pôr a net em dia!!!

sábado, 15 de novembro de 2008

Senta-te ao pé de mim

Deixa-me recordar o teu perfume
Quando nos abraçávamos
Inocentes, o nosso olhar os nossos beijos
Todo vibrava de estranhos impulsos.
O teu sorriso longe dos olhares
Que nos acenavam castigar.
Cedo conhecemos o amor
Que nos mantém felizes pela vida fora.
Linda, a mais bonita da aldeia,
Teu olhar radiado do poder de lua cheia,
Uma estrela retirada do firmamento,
Como a natureza pela manhã.
Percorremos alegres campos
Oferecia-te flores silvestres
Cheiro aromas e formosura
Tua pele macia
Fazia nascer em mim
Uma fonte de água viva
Que suavizava o coração.
Afinal era paixão
Quando sentia as tuas mãos,
Num jogo de perfeita sedução.
Agora, damos graças ao céu
Por continuarmos felizes
Porque esse amor permanece
Abençoado pelo alto
Contigo a meu lado
Ele se mantém novo...
...Fez nascer esta canção.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Um objecto que não é da idade da pedra.



Diz o ditado que para arranjar dinheiro, basta dar um pontapé numa pedra.
Ao passear pela praia deserta, deparei num objecto escuro que parecia um pedaço de raiz de árvore enegrecida pelo tempo. Dei-lhe um pontapé e …AU… Ui, esta doeu! Era uma pedra pouco vulgar daquela zona. Como teria vindo ali parar? Erodida pelo mar ganhou uma forma diferente do seixo. Apanhei-a e guardei-a até à altura em que comecei o estudo da mineralogia. Seria uma Olivina? O professor, como também tinha as suas dúvidas, levou-a a mostrar aos seus colegas da Universidade. Pela sua dureza, densidade, (risca o vidro), tinha que ser um quartzo. Cortei-a com um disco de diamante e provoquei-lhe uma fractura que pelo brilho, cor e com a ajuda da net pude verificar que é um “quartzo fumado. A cor deve-se a radiações emitidas por minerais radioactivos ou ainda à presença de matéria orgânica. Na antiguidade julgou-se que esta variedade de quartzo continha fumo no seu interior daí o seu nome. Durante séculos foi uma das pedras preciosas mais talhadas e procuradas, mas hoje em dia é uma gema modesta. O maior produtor mundial desta gema é a Suíça”.
Eu por cá continuo a dar pontapés nas pedras, mas em troca só apanho coices, ao ritmo do tempo medido pelo relógio de sol.
O mineral tem um peso de 524 gramas, e está à venda. 1€/gr.
Aproveite. :)