
Situadas com vista esplêndida para os arrozais, atravessadas pela Linha do Oeste, estas termas foram as mais antigas da região, onde chegou a haver um posto de engarrafamento de águas que eram distribuídas para vários pontos do país.
Há poucos anos um violento incêndio que começara a quilómetros de distância, vindo em sua direcção, não poupou as suas velhas instalações e o seu lindo espaço verde. Não deixou vestígios da sua densa mata de seculares plátanos e mirtáceas, e uma grande variedade de arbustos.
A camada de húmus onde os patos bravos faziam os seus ninhos e que as pessoas extraíam para os seus vasos, desapareceu.
Foi um local propício para piqueniques, onde levei várias vezes a família, munido da manta e do farnel, porque sabia que os pequenos faziam uma festa quando viam passar o comboio, ou a auto-motora.
Hoje a água tépida continua a brotar das bicas das fonte, e algumas pessoas vão buscar alívio para as suas peles doentes, artrites ou outro tipo de doença. Nos dias de verão, em que a água escasseia nas torneiras, tractores e pequenas camionetas transportam tanques de água para consumo ou para as regas.
Também na época balnear, os banhistas após a permanência nas praias vizinhas não deixam de passar e tomar um banho de balde ou de regador para tirar o salgadiço, para assim manterem a sua pele sempre saudável.
Esperamos que os responsáveis façam deste espaço um local de lazer que todos gostaríamos de ver no futuro.